JAIME ISIDORO | MEMÓRIAS RECORTADAS | UM EXPERIMENTADOR INSACIÁVEL 22/06-24/08

Esta exposição integrada nas Comemorações dos Cinquenta Anos da Árvore, às quais se associou a Câmara Municipal de Matosinhos, é uma homenagem ao Pintor Jaime Isidoro, nosso sócio e amigo, cuja múltipla presença na arte portuguesa do século XX atravessou mais de seis décadas. A seiva da Árvore guardará na memória a luz da passagem de Jaime Isidoro pela sua existência.

[…] Sou pintor sem certezas de ser artista
[…] Se atingir a linha do horizonte tudo ficará para trás. Se chegar ao além só me tenho a mim, sem acreditar na morte nem na vida. É aliciante estar no imaginário e sentir que a vida não foi em vão.

Jaime Isidoro, Abril 2008



[...] Figura emblemática da nossa cultura, Jaime Isidoro, cuja múltipla presença na arte portuguesa do século XX atravessou mais de seis décadas com uma actividade cultural exercida em várias frentes, todas ricas de sucessos, como os Encontros Internacionais de Arte, a Bienal de Cerveira e as Galerias Alvarez, além de colecionador com uma capacidade imensa para antecipar intuitivamente os sucessos dos artistas cujas obras foi adquirindo, reuniu igualmente um acervo de cartas, documentos, edições raras que fazem parte da história da arte recente.
A influência de António Cruz nas suas aguarelas, as vistas de Gaia, da Ribeira e do Porto, a tinta espessa que aprendeu com Alvarez, que foi para Jaime Isidoro uma admiração que o fez chegar ao amago da pintura, deixando-nos imagens do Porto, de Paris e de Madrid. Testemunhos das suas deambulações.
Por tudo isto, pela amizade, pela cumplicidade e pela solidariedade, a nossa homenagem e o nosso tributo de admiração, mostrando esta exposição.

Excerto de texto da CE da Árvore, in catálogo da exposição



Na verdade, Jaime Isidoro foi, nessa sua múltipla presença, um ser excepcional quando visto face a um qualquer contexto seu contemporâneo mesmo europeu. Dele então se poderia dizer, com acerto, que foi um herói modernista. Foi figura ímpar de um heroísmo boémio que ficou muito mais a dever àquela tradição da modernidade europeia, eclética e experimentalista, da arte como da vida, do que aos mais tardios purismos da escola americana, que não chegou verdadeiramente a conhecer, e com que jamais se poderia identificar por natureza sua, estranha a disciplinas normativas.
Excerto de texto de Bernardo Pinto de Almeida, in catálogo que acompanha a exposição


A ver até ao dia 24 de Agosto de 2013.


Galeria Municipal de Matosinhos
Av. D. Afonso Henriques
4450-510 Matosinhos

Horário de funcionamento
2ª a 6ª das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Sábados e Feriados das 15h00 às 18h00
Encerra aos domingos