GRAÇA MORAIS - PINTURAS E DESENHOS 2005/2008 18/07-11/10

 A Árvore organizou a exposição GRAÇA MORAIS - Pinturas e Desenhos 2005|2008, promovida pela Câmara Municipal de Cantanhede, que esteve patente ao público de 18 de Julho a 11 de Outubro de 2009, na Casa Municipal da Cultura de Cantanhede.



Com a exposição de pinturas e desenhos de Graça Morais, a Casa Municipal da Cultura de Cantanhede acrescenta uma das maiores referências nacionais das artes plásticas à galeria de personalidades notáveis que têm lugar de honra no registo dos grandes acontecimentos culturais do Concelho.
O mínimo que se pode dizer é que se trata de um privilégio para todos quantos dispõem desta oportunidade de conhecer o universo artístico de uma pintora aclamada pela segurança que evidencia na transposição de conceitos para a tela, pela linguagem plástica arrojada e pela intensidade expressiva das suas composições.
Constituída por cerca de 40 trabalhos, esta exposição de Graça Morais permite perscrutar o essencial de uma obra fortemente personalizada. São quadros que remetem para o ambiente social onde a autora tem as suas raízes e que parecem estar unificados em torno de uma certa visão antropológica desse contexto, quer no modo como retrata o carácter das personagens, quer na dimensão simbólica que confere às representações narrativas de alguns traços marcantes do imaginário associado à sua região de origem.
Graça Morais pinta a essência desse imaginário, dando expressão a alguns dos seus símbolos mais eloquentes mas também a certos enigmas que ele encerra. Para além de proporcionar uma experiência verdadeiramente enriquecedora e estimulante, a exposição propõe também um desafio de descoberta de tais símbolos e enigmas, acentuando a função pedagógica que se lhe reconhece.
Texto de João Carlos Vidaurre Pais de Moura, Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, in catálogo da exposição, Ed. Árvore.
 

[...] A pintura de Graça Morais sempre perscrutou rostos, a sua linguagem silenciosa. Como nenhuma outra pintura portuguesa contemporânea, o acto de pintar é, em Graça Morais, fundamentalmente um acto de paciente amor, pois que, como escreve Max Picard, “só na atmosfera do amor um rosto humano se conserva como Deus o criou, como imagem sua”. Que esses rostos sejam obsessivamente rostos de mulheres permite talvez (mas que sei eu?) vislumbrar o sentido inquieto da sua pintura, re-ligando (pois suspeito que há por aqui algo de fundamente religioso) anima o espírito, sentimento e razão, tempo e eternidade, existência e transcendência. [...]
Excerto de texto "Respiração Suspensa" de Manuel António Pina, in catálogo da exposição, Ed. Árvore.
 

 


Casa Municipal da Cultura de Cantanhede
Largo Cândido dos Reis, 2
3060-174 Cantanhede
Tel.: 231 410 165

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