ENCONTROS COM AS FORMAS. FOTOGRAFIAS E FILMES DE ÂNGELO DE SOUSA 10/04-06/07


Esta exposição integra-se na homenagem a Ângelo de Sousa (Lourenço Marques, 1938 - Porto, 2011), iniciada em finais de Janeiro com a inauguração de uma mostra na Cooperativa Árvore, da qual Ângelo de Sousa foi um dos fundadores. A exposição intitulada "64-FE-66" (31.Janeiro a 15.Março.2014) teve o apoio da Fundação EDP e revelou um período menos divulgado da carreira deste artista, pinturas realizadas entre 1963 e 1966, inserindo-se nas Comemorações dos 50 anos da Cooperativa Árvore.

Esta mostra, agora apresentada pela EDP, revela-nos outra faceta deste artista, focando o seu trabalho experimental no campo da fotografia e vídeo.
Estas duas exposições no Porto constituem um tributo da Fundação EDP ao artista e pretendem celebrar a importância da sua obra no panorama artístico nacional. Uma homenagem já destacada no jornal Público num artigo intitulado "2014, ano Ângelo de Sousa" (Sérgio C. Andrade).
A exposição na Galeria Fundação EDP tem a curadoria de Sérgio Mah e co-produção da Árvore - Cooperativa de Actividades Artísticas, CRL e Fundação EDP.

 

VISITAS À EXPOSIÇÃO (Hora de almoço) | Quintas-feiras: 5 Junho e 3 Julho 2014, às 14h30
"UMA PAUSA COM ARTE"
Duração: 15 m
Ponto de encontro: 5 minutos de antecedência na sala de exposição


CONVERSAS SOBRE ÂNGELO DE SOUSA
Sábado, 7 Junho 2014, 17h30 - João Fernandes e Jorge Molder
Moderação: Sérgio Mah
Sábado, 28 Junho 2014, 17h30 - Eduardo Souto Moura e Jorge Silva Melo
Moderação: Sérgio Mah


"Figura maior da arte contemporânea em Portugal, Ângelo de Sousa (1938-2011) é especialmente reconhecido pelas suas obras em desenho, pintura e escultura.
Esta exposição tenta alargar essa percepção, dando a perceber que os seus trabalhos em fotografia e em filme não foram subprodutos ou desvios marginais na sua obra, antes ocupando um papel central no contexto da sua prática e imaginação artísticas. Na fotografia e no filme o artista encontrou um campo de imensas e profícuas possibilidades criativas, permitindo-lhe prosseguir, ou até mesmo expandir, aspectos recorrentes no seu trabalho artístico, mas agora ligados, por um lado, a uma experiência de atenção sobre o real, às suas circunstâncias físicas e materiais, às suas formas aparentes, e, por outro lado, a uma persistente exploração dos efeitos estéticos e perceptivos proporcionados pelos dispositivos
técnicos de reprodução de imagens.
Ao vermos estas obras somos confrontados com duas maneiras do artista entender e exercer a produção de imagens: uma ligada à sua condição de artista, porque acontece sob a influência de um saber e de um quadro de referências que se foi sedimentando em torno da sua obra; e uma outra não necessariamente fora da arte, mas que é exercida como uma prática essencialmente instintiva e indisciplinada, despreocupada com a sua nomeação artística, simplesmente porque o seu alento deriva das contingências e oportunidades do momento, como vestígios da experiência directa e quotidiana que estas imagens tão singularmente testemunham.
Tudo se joga na sua relação com a realidade mais próxima – com o que é da natureza, com o que provém do urbano –, o território habitado pelo artista onde é possível encontrar todas as combinações e desdobramentos de elementos simples (linha, ponto, plano, forma, cor, luz, espaço), todos os devires pictóricos do mundo, todas as variações na (dis)semelhança das coisas.
Para esta exposição foram selecionados trabalhos produzidos entre 1965 e 2006, incluindo um número significativo de fotografias inéditas, escolhidas com base em marcações deixadas por Ângelo de Sousa.
É uma ocasião extraordinária para redescobrir a singularidade e excelência do legado artístico de Ângelo de Sousa, mas é também uma oportunidade para reafirmar a importância da fotografia e do filme experimental no contexto de redefinição das linguagens artísticas desde meados da década de sessenta."
Sérgio Mah

Ângelo de Sousa
(Lourenço Marques, 1938 - Porto, 2011) viveu e trabalhou no Porto desde 1955. Fez o curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (1955-1963).
Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do British Council, frequentou a St. Martin’s School of Art e a Slade School of Fine Art, em Londres (1967-1968). Foi professor no Curso de Pintura da ESBAP/
FBAUP (1963-2000).

Prémios (selecção)
1975 - Prémio Internacional (ex-aequo) na XIII Bienal de S. Paulo, Brasil.
1985 - 1º Prémio (ex-aequo) na I Exposição de Arte Contemporânea de Arte Contemporânea, Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto.
1986 - Prémio de Pintura da III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.
2000 - Prémio EDP, Pintura.
2007 - Prémio Calouste Gulbenkian das Artes Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, categoria Consagração.
 

 

 


Galeria Fundação EDP
Rua Ofélia Diogo da Costa nº 45
4050-099 Porto
(junto à Casa da Música)
Terça a Domingo das 13h00 às 19h00
Entrada Livre